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quasi-equilibrium

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a insônia é algo mais prazeroso no inverno de cada um uma calmaria externa a respeitar a preguiça e o zelo ao ócio se toma mais cafés, café au lait, du thé au jasmin e de cidreira na derradeira caminhada noturna dos pensamentos insaciáveis contornos a firular o sono e os sonhos e se tem café, pede acompanhamento! acompanha? é nessas horas que acredito no silêncio tanto quanto no vazio que possibilita a existência o infinito todo vazio de qualquer ente ou objeto o elementar do elemental... eu, você, o universo, o átomo ou a anti-matéria o silêncio da avenida na madrugada vazia a primeira cosia que existiu. um carretel existencial a criar e fiar teias conexões múltiplas, anos-luz a trafegar entre astros trajetórias sensoriais à flor da pele são como resoluções de singularidades e inflexões vastidão em quarks reluzentes um espreguiçar lerdo e confiante; quasi-compreensivo: o caos regente se curva frente ao equilíbrio. por Tatiares

Propulsar

Pulso meu palpitar ardente cresço dentro de mim a projetar meus anseios sentidos, como uma onda de pressão a deslocar radial e radicalmente tudo o que é resistência, inflexível ou de difícil traquejo. Quero o não-cristalino exposto a materializar as pluraridades e seus vertedouros, desfazer os nós das enervações e deixar jorrar: o quê de mim transborda, o quê do mundo desaba, o quê o infinito pró-pulsa. por Tatiares

nos conglomerados dos sertões

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morte e vida peregrina noite que desatina a falar, sua sina cabeças decapitadas: alucina! Indivíduo, filho da esquizofrenia aquele que só ia preso em sua arritmia mais falava, menos fazia. ilusório dia em maresia ladainha severina! de tão pouca poesia vive a morte como rotina. por Tatiares