mercredi 22 décembre 2010

Ao pé do Vercors

Arcos moldados em rocha bruta,
sons de uma cidade já acordada.
Rochedos em picos e algumas pontas.
Nas ruas: bicicletas, carros, velhos, barulhos e botas,
(…) passavam.


Numa pressa danada,
fios tensos a angular um horizonte acima da linha do pôr do sol.

De tarde, um cantar dos corvos, alegremente,
na maioria das vezes escolhem o ângulo reto do perfil de um prédio…
Só pra cantar e serem vistos, todo preto, tão preto, tão vivo.

Tão preto, tão cinza, tão na minha vista,
e, sei que nunca vi um corvo em chão de pista alguma.

Seria um pista?
(…)
Prefiro acreditar que sim.


No fundo cromaqui do céu, lá de cima,
ao espassar das nuvens nem tão densas assim,
ou na vagaresa das montanhas,
os pássaros pretos sabem que compõem uma vista,
assim toda impressionista.


por Tatiares