lundi 22 novembre 2010

A voix mienne - Anny AYRAUD

A voix mienne
Je sais dire ma terre
J’y pénètre à pas tendres
Je m’y enfonce quand j’erre

Dans mes yeux refleurissent ses jardins
Et tous les fruits de l’Orient
Dans ma bouche s’alanguissent ses jasmins
Et toutes les saveurs de l’Antan

Ma terre est mienne
Je suis née de ses caresses
Je m’y abreuve
J’y reviens sans cesse

Dans ses oueds endormis après l’orage
Dans ses sables de soleil allumés
Dans ses forêts de fleurs sauvages
Sur les minarets de ses mosquées

Pour moi seule
Je l’ai enfouie
Au plus secret
De mes regrets

Sur la pierre parfumée de nos cimetières
Dans le pas cadencé de ses porteuses d’eau
Dans les ghaïtas et flûtes de bergers en écho
Dans les vapeurs d’épices de ses tajines berbères

mercredi 17 novembre 2010

Se ter com o fogo

Fazia frio, mas era mais um frio por dentro que assolava um pensamento numa manhã cinzenta, inclusive por opção. Além da noite, de uma noite vazia, se via como quem não sabe de fato se o fato era realmente importante, só tinha certeza do que, de pensar, tanto sentia. Questões, se punha questões… e se impunha de responder rápido, assim era mais fiel ao ímpeto, ao caso. Inúmeras reflexões em loop, meras querências caprichosas, querer demais dá nisso. Dá ânsia, nos dois sentidos. Naquela noite acordara mais de uma vez, com suor na nuca, porque tinha ânsia também nos sonhos, que de metafísicos não têm nada. Sonhos de um cauchemar dentro d’outro, como imagens em calendoscópios nada coloridos, tudo distorcido, torto e comprimido. De um desconforto crônico, esvaía a mágoa. Há quem acredite que se dissipa o desconforto com o deixar passar de um tempo. Quem sabe ? Pode até ser que se cure outros males assim, nesse indo inerente à vida, e que a gente insiste em pensar sobre. Teimosia é coisa séria, causa nó no umbigo igual o medo. Pontos de inflexão à beira de… outra coisa, nada parecida. Havia uma aflição sobre a visão do futuro com sensação de uma corda puída toda bamba. Se encontrava em situações meta-estáveis demais e, duvidava que a instabilidade se dê só no imaginário, não ! Ela existe nos diminutos espaços entre os dedos de qualquer mão; e quando alguém acha que tem algum poder nas mãos, já não tem mais é nada. Das mãos às vezes juntas, se faz uma oferta, como quem semeia o chão de uma terra árida. Queria-se como quem não quer a nada e a tudo, bem misturado e tudo junto. Isso é bem latino, não ? ‘E temperamento latino é fogo’ e, se se falta o fogo a casa cai ! É necessário se ter com o fogo ao menos uma vez por dia pra não sentir nenhum tipo de frio nem deixar a vida mesquinha.

Por Tatiares

jeudi 4 novembre 2010

De l’haut d’une montagne

De l’haut d’une montagne, aujourd'hui j'ai essayé de me tuer.

Est-ce que comme un rêve avec un saut dans l’abîme, je suis parti.

Et comme un oiseau blessé, imperturbablement, j’ai rien fait.

Toutefois, au fond du précipice colossal en prévoyant mille baises,

Vous m’attendiez à sourire.

Que soit celle-ci ma destination - une douce fatalité.

Jusqu'à quand la mort, je cherche !

La mort, elle vous habille et se dévient seule pour me recevoir.


por gguimalem & Tatiares

mercredi 3 novembre 2010

Escultor en bois

Stephan Balkenhol é um escultor alemão nacido em Fritzlar em 1957, professor de escultura na Academia de belas Artes de Karlsruhe desde 1992, um dos nomes mais expressivos da escultura contemporânea; sua especialidade, esculpir em madeira! Neste fim de semana conheci de perto sua bela obra, e aqui apresento algumas fotos que encontrei na internet.















Uma das coisas que me impressionou bastante além da expressão em altos e baixos relevos, foi a quantidade de obras que ele fez neste ano de 2010, as quais não são mostradas aqui pelo fato de ter sido proibido tirar foto.

Aqui um pouco mais sobre o escultor no site da exposição temporária no Museu de Grenoble: http://www.museedegrenoble.fr/balkenhol.htm

por Tatiares