mardi 1 juin 2010

seres sem sentires



Na caçamba, amontoados de terra e blocos deformados de concreto.
Era uma vez a enorme e sombrosa árvore da esquina do pôr do sol,
falta de afeto em meio à sujeira da calçada —
nova vista da varanda!

Agora já não se tem mais as folhas enfeitando o caminho matinal,
foram poupadas inclusive de cair, secas.
O livre do ser árvore agora é destinado aos fios elétricos,
estes sim, atravessam o ar e a terra sem lenço nem pièce d’identité,
e consigo trazem o viver virtualmente livre.
C’est dégolasse como se sente um contentamento descontente, totalment dégouté.
Uns crêem que agora avistam mais longe
já que a frondosa toda enfeitada de verde não está mais au coin.
Mais comme ils sont cons, os seres habitantes dessa terra!
Ignorai-lhes, árvore! Eles não sabem o que sentir.


por Tatiares

1 commentaire:

  1. Aquele que fotografa com palavras leva prus próximos cem anos imagens pereciveis de um mundo que se julga eterno; Parabens, pois começa aqui um vies novo de escrita onde você conta hoje com seus olhos e ganha a capacidade de escrever 24hs por dia.

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