dimanche 1 août 2010

Panorâmica rasa

Um sobrevôo avista o horizonte
e pergunta onde é que isso vai dar.
Num rodopio rasante tem o chão como teto
e o teto, quê teto?
Aquele telhado colorido das casinhas da infância,
com uma árvore que faz companhia à porta,
e tinha o caminho todo florido.
Belo sonho derretido, invertido e partido.
Já não se faz sonhos como antiguamente,
porque ensinaram a não sonhar com o que é difícil!
Mexe muito com a gente, pede mudança e
ainda por cima dá um medo enorme.
Calafrios na vista ao redor do futuro,
perturbações contidas dentro do muro,
explosões ardidas sem rumo.
Se algo aí dentro ressoa, fica aí dentro mesmo,
entope e sana o fluxo!
Faz de conta que é outra coisa e vai,
vai, agora, vai...
Quem sabe tudo se transforma aos olhos dos observadores,
talvez até passe desapercebido e fica tudo indefinido,
apenas indo.

por Tatiares

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