dimanche 1 août 2010

As farsas das 1001 noites

Suspense em ar denso, fumaça e artilharia,
trombetas anunciando o pegar fogo do sol depois do meio do dia.
Adiante, planícies efeitadas do mais belo verde se imagina,
e o que se vê é o campo de uma batalha vespertina.

Respiração: acelerada, apavorada,
como se um exército inteiro marchasse pelas veias e nervos
acompanhando o reverberar dos violinos triunfantes,
ofegantes e militarescos.

Lágrimas exaltadas das mil e uma noites de Korsakov.
Nada de ternura em sonetos.
Agora, o andantino de Scheherazade é um quasi allegretto,
e que fique claro, quasi é como pseudo — uma falsa alegria.

Palavras outrora esmeraldas, por hora pedra barata,
Nada lapidada.
Já não são mais os contos que se conta,
mas as farsas das incontáveis noites despedaçadas.

por Tatiares

Aucun commentaire:

Enregistrer un commentaire